Mandela um sonhador do milênio

O Sonhador do Milênio

No milênio passado, viveu um grande sonhador. Ele sonhou, não apenas com o que desejava para si, ele foi muito além, sonhou com a conciliação de todo o povo de um país que sofria com a separação entre as pessoas, separação que era determinada por lei.

Sonhou e realizou.

Se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável já existissem nessa época, certamente, a busca de Nelson Mandela pela reconciliação e redução das desigualdades raciais e sociais na África do Sul se encaixaria no ODS 10, um dos Objetivos da Agenda 2030, coordenada pela ONU. E reduzindo as desigualdades, todas as necessidades básicas são contempladas, como Fome Zero, ODS 2, Educação,  ODS 4 e todos os objetivos que garantem dignidade às vidas, não deixando ninguém para trás!

O dia 18 de julho é a data em que se comemora o nascimento de Nelson Mandela, que nasceu em 1918 e viveu até 5 de dezembro de 2013, homem que esteve à frente do fim do apartheid na África do Sul, regime segregacionista que vigorou por 45 anos naquele país,  impondo regras como proibição de casamento inter-racial e definição de áreas específicas, dependendo da etnia, para frequentarem e morarem, diferentes da população descendente dos ingleses, que colonizou o país.

Nelson Mandela se tornou personagem da história mundial, escrita em inúmeros livros e artigos, e se você fizer uma busca na internet, encontrará seus feitos contados por diversos autores, inclusive ele mesmo. Foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul e, no ano anterior, ele e o presidente    na época, Frederich de Klerk, receberam o prêmio Nobel da Paz.

Nesse pequeno texto, vamos destacar apenas alguns acontecimentos para a compreensão da linha de pensamento de liderança de Mandela.

As influências para se tornar um influencer.

Quando criança, ao ingressar na escola primária, por ser difícil pronunciar os nomes africanos, era costume adotarem nomes da língua inglesa e Nelson foi o nome escolhido para Rolihlahla Mandela, filho de uma família da nobreza dos thembu, povo que pertencia à etnia xhosa. No ritual de passagem para a vida adulta de sua etnia, aos 16 anos, recebeu outro nome, que significava “conciliador”, Dalibhunga, significado que vestiu em sua caminhada.

Nessa comunidade ele aprendeu um estilo de liderança em que eram ouvidas várias opiniões, que expandiam e enriqueciam as primeiras declarações, antes de se tomar a decisão, tendo como objetivo o melhor para a comunidade. Assim, as pessoas faziam parte do processo, integradas a um contexto que viveriam dali em diante, com autonomia para dialogar, decidir e, então, colocar as mãos na massa.

O ODS 16 destaca a importância de instituições eficazes e inclusivas na tomada de decisões, em direção à convivência pacífica, o que Mandela deixou como exemplo para nós.

Desde jovem, lutou de diferentes maneiras, inclusive com grupos armados, para que as condições de seu país mudassem, a fim de que o governo, ainda liderado pelos descendentes dos colonizadores, adotasse a democracia.

Estas atitudes refletem o compromisso de Mandela com a paz e a justiça para todas as etnias, que também faz parte do ODS 16. Na prática, mais igualdade em relação à justiça social, alimentação, às oportunidades de trabalho.

 Nelson Mandela aprendeu lições, tanto na vida – ao presenciar a pobreza, a desigualdade, a discriminação nas ruas de Joanesburgo e em outras cidades, comparadas à vivência de liderança democrática em sua comunidade -, como na escola formal, quando cursou Direito e Artes na Universidade, para onde voltou, ao perceber que a vida seria ainda mais dura, duríssima, se não estudasse.

. Oportunidade! O  que defendemos aqui, no projeto Sonhadores do Milênio, espelhados na experiência que Domitila Barros e muitos de nós vivenciamos e agora compartilhamos através do Artivismo.

Na década de 1940, Mandela fundou o partido CNA, Congresso Nacional Africano, com seus colegas, para defender causas antirracistas, mas por desobedecer e lutar contra as leis estabelecidas, foi condenado à prisão perpétua.

As motivações para continuar

Mesmo quando estava nas piores condições, solitário, encarcerado em uma prisão, ele não desistiu. Procurou manter seu sonho vivo, com as possibilidades que tinha a sua volta, ultrapassando obstáculos, como reescrever anotações, após os guardas descobrirem e destruírem os registros que havia enterrado com os colegas, que se tornariam páginas de sua autobiografia. E após 27 anos, apoiado por pessoas de diferentes etnias, religiões e países, conquistou sua liberdade, entretanto, só depois de negociar a soltura de seus amigos que estavam na mesma prisão, mas em diferentes departamentos, sem comunicação entre si.

Aprender e evoluir

Entre muitas lições que ele deixou, essa foi uma delas, pensar além dos desejos individuais. Outra, se manter íntegro aos valores em que acreditava, ao ponto de não aceitar a proposta de trocar sua liberdade, caso deixasse de defender o fim do apartheid. Ou, após sair da prisão, se separar da esposa que amava, pois a maneira que ela escolheu para lutar pelas mesmas causas que ele era muito agressiva, diferente do que, nessa fase de sua vida, ele acreditava e defendia. Seu propósito estava acima de tudo, no caso de Mandela, defender a sociedade, a paz e a democracia para todas as etnias de seu povo, acima de sua vida pessoal.

 A vida e liderança de Nelson Mandela se alinhavam com os princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente a busca pela redução das desigualdades e a promoção da paz, justiça e instituições eficazes.

Existem vários níveis de dedicação, não quer dizer que todos tenham que seguir na mesma proporção, ou da mesma maneira.

Inspirada na atitude de Mandela, outro exemplo no projeto @Sonhadoresdomilênio, o trabalho voluntário que @Samara fez  na África, experiência que ela trouxe para o Brasil e facilita no mundo corporativo, de forma leve, alegre e inteligente, confirmando que fazer o bem é contagiante!

Para quem sonha com um mundo melhor, pensar apenas no que é bom para si, é pouco e insuficiente. E tanto fazer, realizar o que é necessário para se chegar lá, sozinho, é difícil e cansativo, como receber as suas glórias e celebrações, sozinho, também é muito chato e não tem graça.

Como Mandela, acreditamos que não estamos aqui para assistir ao filme da vida. Nós fazemos parte do show e você está convidado a atuar com a gente. E chama os amigos também!

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